Política
Moção de censura do Chega vai a debate a 8 de setembro
A Conferência de Líderes decidiu agendar o debate da moção de censura ao Governo para o próximo dia 8.
A Conferência de Líderes marcou a discussão da moção de censura para dia 8, com arranque pelas 15h00.
O porta-voz da Conferência de Líderes, deputado do PSD Francisco Figueira, anunciou a partir da Assembleia da República que a Comissão Permanente daquele órgão vai reunir-se no dia no dia 7, segunda-feira, para convocar o plenário para o dia seguinte, já que o Parlamento se encontra fora do período efetivo de funcionamento.
Esta data não coincide com nenhuma das propostas do presidente do Parlamento no despacho que enviou na quinta-feira aos partidos. Aguiar-Branco sugeria que os líderes parlamentares discutissem as possibilidades de 10 ou 17 de setembro.
Esta data não coincide com nenhuma das propostas do presidente do Parlamento no despacho que enviou na quinta-feira aos partidos. Aguiar-Branco sugeria que os líderes parlamentares discutissem as possibilidades de 10 ou 17 de setembro.
Neste dia 8 agora escolhido estava marcada uma audição do ministro da Administração Interna. Luís Neves deveria ser ouvido nessa data no Parlamento, devendo agora ser reagendada a ida do ministro a São Bento.
Questionado sobre a audição regimental do ministro da Administração Interna, Luís Neves, agendada para terça-feira às 15:30, o porta-voz da conferência de líderes remeteu o seu reagendamento para a Comissão de Assuntos Constitucionais: "O que é certo é que, fazendo-se o debate da moção de censura no dia 8, nessa tarde seguramente não haverá comissões parlamentares, nem aquela que tinha o agendamento do sr. ministro da Administração Interna, nem qualquer outra, porque não haverá outros trabalhos parlamentares que não o debate da moção de censura".
Moção desce ao plenário pelas três horas de dia 8
Quanto à discussão da moção de censura, Francisco Figueira explicou que a Comissão Permanente vai reunir-se na segunda-feira, dia 7, às 15:00 e a reunião plenária acontece na terça-feira, também às 15:00, decisão que disse ter sido consensual: "Pese embora todos os partidos tenham aderido ao entendimento e às propostas do sr. presidente da Assembleia da República, foi também consensual que deveria resolver-se esta questão o mais rápido possível".
De acordo com o porta-voz da conferência de líderes, "foi consensual que é do interesse nacional resolver o assunto com a maior rapidez possível", tendo-se entendido que "regimentalmente e constitucionalmente era possível esta solução".
Esta será a primeira vez que a Assembleia da República discute uma moção de censura fora do período efetivo de funcionamento.
A grelha da moção de censura será a habitual nestes instrumentos, de 166 minutos, tendo sido também consensual essa decisão. Moção ao terceiro dia
O Chega entregou na quinta-feira no parlamento uma moção de censura ao Governo intitulada "Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições", relacionada com as polémicas que envolvem o ministro Luís Neves.
O Regimento determina que a discussão de uma moção de censura se inicie no "terceiro dia parlamentar" após a sua entrega.
Na quinta-feira, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, enviou um despacho a todos os partidos, na qual remetia para a conferência de líderes a decisão sobre duas interpretações regimentais possíveis.
O presidente do parlamento recordava que o parlamento tinha aprovado uma deliberação a fixar "o reinício dos trabalhos parlamentares em comissão a partir de 8 de setembro", mas que tal autorização incidia apenas sobre os trabalhos em comissão.
"Uma primeira interpretação consiste em considerar que, tendo sido expressamente autorizado o reinício dos trabalhos parlamentares em comissão a partir de 8 de setembro, essa data marca a retoma de atividade parlamentar relevante", pelo que o dia de debate da moção recairia no dia 10.
O presidente do parlamento admitia uma segunda interpretação do Regimento, em que se entendia que "os dias parlamentares" se referem apenas àqueles em que a Assembleia se encontra em condições de funcionar em plenário.
Neste caso, a contagem começaria apenas no dia 15 e a moção só poderia ser discutido a 17 de setembro, já na 2.ª sessão legislativa da XVII Legislatura, "sem necessidade de intervenção da Comissão Permanente para promover a convocação do plenário".
A solução adotada acabou por não ser nenhuma das duas, já que a conferência de líderes entendeu, de forma consensual, "encurtar os prazos para o limite que o Regimento e a Constituição permitem, de forma a que o país não possa estar durante demasiado tempo à espera do debate".
Caso a moção de censura seja rejeitada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa. Até dia 14, ainda decorre a primeira sessão legislativa da XVII Legislatura, sendo que a próxima tem início a 15 de setembro.
c/ Lusa